O rei vai nu

Foi preciso morrer gente queimada para os media fazerem, pela primeira vez no tempo da União Sagrada, jornalismo.

Desafio-os a encontrarem, após Novembro de 2015, uma peça televisiva igual às que eram mato durante os anos da troika. É que terminaram mesmo em Novembro de 2015, logo durante a primeira semana do actual governo  Para os mais  recalcitrantes: a partir de Novembro de 2015 não houve mais miúdos sem refeições escolares,  doentes em macas  nos corredores, velhos  a viver em barracas infestadas de ratos. Foi instantâneo. Com 95% dos analistas políticos ocorreu o mesmo fenómeno.

O poder mediático, sobretudo o mais popular, o televisivo, tem a capacidade de nos contar uma história e representar uma realidade. Toda  a gente sabe isto. Nenhum regime totalitário permite pluralidade televisiva mesmo que não consiga unanimidade na imprensa ou nas rádios, meios que muitas vezes sobrevivem na clandestinidade.
 As cadeias em roda livre, as dívidas dos hospitais,  a derrocada do SNS que ia ser salvo  do neoliberalismo, as manifs dos polícias, tudo  foi empurrado para debaixo do tapete. Desta vez as imagens e os factos obrigaram os jornalistas fazer perguntas, a confrontar as escolhas políticas do governo.

É por tudo isto que assistimos à teoria do PS sobre o  aproveitamento político,   às rosnadelas dos neoestalinistas apontando bando de fascistas incendiários ou à amnésia do Bloco sobre as pobres desculpas das condições metereológicas. 
Independentemente  da previsões, o facto é que as pessoas hoje percebem um bom momento económico, que existe, bem como uma relativa paz  social. Estivesse o PS sozinho e talvez tivesse assumido sem urticária  as sua falhas. Infelizmente, paga a anúduva do apoio parlamentar  a parceiros que passam  vida com o povo na boca, mas, como se viu agora, com a sobrevivência política no bolso.






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