Terapia ( 14)

No debate recente sobre um programa de TV ( não é o tema aqui), registei duas  recorrências infelizes:
a) o determinismo da educação parental
b) o carácter unívoco da educação

a) A educação, o ambiente cultural e emocional em que criamos os filhos,  é apenas uma peça do aparelho que eles vão construindo  para as ( várias)  fases adultas. Noutros tempos seria porventura mais determinante, hoje nem pensar. Ainda mais sujeita a influências  exteriores, a educação, hoje, é sobretudo mediadora. Sempre foi, mas hoje é mais. Um exemplo simples, sem tecnologia: Bancada central  a ver a Académica. O meu filho mais velho, na altura com sete ou oito anos, vernaculava um jogador  da casa. Um tipo na fila da frente vira-se e diz-lhe: Nunca  se insulta os nossos.

b) Aprende-se com os filhos, não se ensina só. Eu aprendi imenso e nestes quase trinta anos como terapeuta  conheci pessoas que também aprenderam. Aprendi a controlar certos aspectos do meu temperamento, confrontei-me com traços de carácter  que  só como pai percebi serem nocivos.
Agora, com eles adultos,  aprendo ainda mais. E com retroactividade.

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