O partido Zelig

Deixando de lado  as exaltações moraleiras ( que acabaram no ridículo, como é obrigatório), a nova direcção  do PSD   apresenta uma opção muito interessante: fazer tudo igual ao PS, mas melhor.
Temos assim que o partido vai ser mais solidário com os mais pobres, mais generoso com os pensionistas, mais  auxiliador dos estudantes; também fará mais investimento público, reduzirá mais défice, agilizará mais a burocracia, aliviará mais a carga fiscal, reformará melhor a justiça.

Esta opção muito interessante depara-se, no entanto, com um pequeno obstáculo: convencer os eleitores de que vai fazer tudo o que o PS faz, mas melhor. Para tal, socorreu-se de gente com ideias  frescas como  Ângelo Correia, Arlindo de Carvalho, Álvaro Amaro, Silva Peneda, Barbosa de Melo ( filho).

Caberá aos eleitores depositar nesta equipa, descomprometida com fracassos anteriores, a confiança necessária. Os primeiros sinais são bons: muita gente do PS, até da ala esquerda do partido, tem elogiado  e defendido a nova direcção de Rio. Isto tem potencial para baralhar um pouco o eleitorado, mas é uma contingência do fair play político.
Será um acontecimento excepcional se o PSD conseguir êxito com esta estratégia, mas tudo é possível. Como dizia Tayllerand, os homens medíocres desempenham um papel nos grandes acontecimentos  pela simples razão de que estavam lá.

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